Si Marcella viste
Todos sus sueños desabar
Sin una razón
Ella assistiria mi desesperar
Si Marcella sonriestes
Cuando llorava a orar por usted
Mi pecho que sufres
No iba ruir como lo haces
Y Marcella dice
Vos solo nunca moriras
Intenta entenderlo
No te puedo amar
Llegam las lagrimas
Mis sentimientos, corazón
Miran que la vida
Sin ella és ilusión
Yo solo tomo
Noche y dia sin parar
Buscando em mis versos
Mi arrepentir a ser un idiota
Un loco...
Un loco...
Por una vez más
6 de out. de 2009
21 de ago. de 2009
Como vai a vida?
Ora, quem dirá?
Vou dizer.
Apenas vai,
de um jeito
ou de outro
apenas vai.
Às vezes
a mil,
às mil
maravilhas.
Às vezes
aos poucos,
devagar,
a fogo brando.
Mas a peça
certa
que nos prega
o destino
comum
é inegável,
é uma só.
Ao passo
do tempo,
na flor da idade
ou na beira
da senilidade,
completa
se esvai...
Vou dizer.
Apenas vai,
de um jeito
ou de outro
apenas vai.
Às vezes
a mil,
às mil
maravilhas.
Às vezes
aos poucos,
devagar,
a fogo brando.
Mas a peça
certa
que nos prega
o destino
comum
é inegável,
é uma só.
Ao passo
do tempo,
na flor da idade
ou na beira
da senilidade,
completa
se esvai...
13 de jul. de 2009
Modéstia pouca
“Envaidecida por perfeita forma,
encabulada em pensamentos tolos,
diante de mim contemplo o que acredito
ser o resumo do belo infinito.”
Sorri sincera à sua imagem pura
de jovem dama embebida em doçura,
com gestos leves desliza faceira
a áurea escova em loura cabeleira.
“Acho até graça ao ver que meu reflexo
calado geme como sinfonia,
então só faz o que a ele cabe
e admira plena poesia.”
Mesmo o espelho treme inseguro
ao contemplar tamanha ousadia,
de um dia há pouco a jovem menina
se transformou numa grande vadia.
Lá fora sangram pesadelos da noite,
ressoam gritos de clemência ao longe,
junto ao uivar das desgraças da rua
formam o culto da vaidade nua.
Só mesmo débeis ignoram ela,
não fazem caso ao ondular de tranças.
Irá beber da fonte da tristeza
aquele que não se render à beleza.
encabulada em pensamentos tolos,
diante de mim contemplo o que acredito
ser o resumo do belo infinito.”
Sorri sincera à sua imagem pura
de jovem dama embebida em doçura,
com gestos leves desliza faceira
a áurea escova em loura cabeleira.
“Acho até graça ao ver que meu reflexo
calado geme como sinfonia,
então só faz o que a ele cabe
e admira plena poesia.”
Mesmo o espelho treme inseguro
ao contemplar tamanha ousadia,
de um dia há pouco a jovem menina
se transformou numa grande vadia.
Lá fora sangram pesadelos da noite,
ressoam gritos de clemência ao longe,
junto ao uivar das desgraças da rua
formam o culto da vaidade nua.
Só mesmo débeis ignoram ela,
não fazem caso ao ondular de tranças.
Irá beber da fonte da tristeza
aquele que não se render à beleza.
19 de mai. de 2009
Além das grades da PUCRS
De um lado uma bela canção chamava ao boteco. Do outro um barulho estridente, muito irritante, convidava a prestigiar uma aula ingrata de técnicas digitais.
“E agora,o que faço?”
Nem os sábios encontrariam resposta a tão dura questão. Sem ao menos questionar tal decisão,
fui para o bar.
Escapando dos carros que cortavam as duas faixas daquela avenida escura consegui chegar ao local. Logo na entrada o velho relógio na parede indicava algo em torno das 18h30, 19h, não sei bem. “Um bom horário”, pensei. Àquelas horas, numa sexta-feira em que o sol ardeu,
nada cairia melhor que uma cerveja.
“E agora,o que faço?”
Nem os sábios encontrariam resposta a tão dura questão. Sem ao menos questionar tal decisão,
fui para o bar.
Escapando dos carros que cortavam as duas faixas daquela avenida escura consegui chegar ao local. Logo na entrada o velho relógio na parede indicava algo em torno das 18h30, 19h, não sei bem. “Um bom horário”, pensei. Àquelas horas, numa sexta-feira em que o sol ardeu,
nada cairia melhor que uma cerveja.
Enquanto aumenta o fluxo nas dependências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, por volta das 19h, muitos correm em direção aos seus devidos destinos dentro da instituição, já outros vão contra a corrente e seguem o rumo do bar. De segunda a sexta a marcha se repete, seja para escapar da ingratidão de algumas aulas ou para tomar “uminha” antes de encará-las.
Usando como referência a porta dos fundos da universidade, atravessando a longa avenida de nome Bento Gonçalves é onde se esconde o principal refúgio dos malucos de todas as estirpes que frequentam o campus, jovens com as mais variadas preferências, que vão do samba ao heavy metal, de Neruda a Bukowski, da manga rosa ao milho verde. “Os guris são meio loucos, mas eu adoro eles”, afirma dona Ivone Almeida, 68 anos, funcionária daquele local de aspecto acanhado, pouco convidativo e, para os poucos que não interessam, até mesmo assustador. A entrada simples agora ganhou requinte, um letreiro imponente traz estampado em letras enormes: BAR E LANCHERIA DURUSSO.
“Faaala grande!”, antecipa-se Teodoro Klovan por trás de seus óculos, o verdadeiro poeta, o dono do bar. Aos 65 anos, Teodoro, ou simplesmente Russo, conta, a quem quiser ouvir, suas histórias. “Aqui podemos conversar sobre tudo, sem preconceitos, e melhor, em alto nível”, diz ele. Muitos questionam a razão de seu apelido, mas poucos sabem o que realmente aconteceu, ele próprio esclarece em tom de escárnio, “Na verdade, vim da Rússia no saco do meu pai”.
Há cerca de 8 anos, após um longo período trabalhando como alfaiate (garante que seus serviços eram muito solicitados desde a alta cúpula do governo até as grandes rodas intelectuais da época) e de uma aventura como revendedor de carros, Russo cansou de tal vida. “Pensei, quer saber? Vou me aposentar e trabalhar com a gurizada”, declara com um largo sorriso no rosto contornado pela barba branca, muito bem aparada por sinal. Nasceu aí o “barrr”, palavra sempre alongada pela sua firme pronúncia, que não esconde todo orgulho e satisfação de estar atrás de um balcão.
Os mais íntimos, “os da casa”, tem acesso privilegiado às dependências do local, dispensam formalidades e logo atalham pela cozinha para chegarem aos fundos. É lá onde fica o ambiente mais informal, na falta de melhor definição. Ou melhor, não um único ambiente, mas um conjunto de espaços que forma o todo externo do bar. Um grande espaço junto a uma pequena sala, em resumo. Para não deixar sujeito ao sereno, a prévia cobertura da área concede aos clientes e à churrasqueira tranquilidade, sossego e conforto, em casos de temporais e demais fenômenos da natureza. Dentro da sala, em meio à algazarra de vozes e violões, as paredes quietas, todas pintadas, rabiscadas, expressam o perfil dos frequentadores. A miscelânea completa exige atenção para a boa compreensão. Dentre tantos desenhos pouco usuais e transcrições de grandes máximas, uma frase se destaca: “Os caminhos do excesso levam ao palácio da sabedoria”, William Blake. Ao lado desta, figura uma preciosa reflexão de Homer Simpson, “O alcool é a causa e a solução de todos os problemas”. Belas palavras. Um sábio pensador sem noção.
Durante os horários de aula o bar perde um pouco de seu plantel. Alunos responsáveis vão e vem por lá, a grande maioria de cursos relativos às ciências humanas e comunicação. Mas a fé no mundo se deita em grandes heróis que permanecem para segurar a tocha, não desistem e pedem uma a mais. Dos bêbados clássicos, fortes guerreiros agarrados no copo, não se pode falar. Críticas? Não nos cabe. Resta conferir. Basta aplaudir.
“Vou sentir saudade daqui, os guris me falam coisas bonitas, me beijam, me abraçam e até me dão uns copos de cerveja”, confessa dona Ivone, “tenho que sair porque vocês podem fumar o que quiser, mas eu, com essa idade, já não posso mais ficar nesse meio”. Completa com uma gargalhada, “Foi meu médico que advertiu”.
São poucas certezas as que norteiam a vida, mas certo é que, quando esse dia chegar, todos também sentirão falta da irrequieta figura de dona Ivone.
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